segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ladrões com cópias de chaves fazem arrastão em edifício na Santa Efigênia

Oito homens assaltaram um prédio residencial na rua Santa Efigênia (centro de SP), onde mantiveram cinco moradores reféns, na noite de anteontem.

Os assaltantes tinham cópias das chaves da porta de entrada e de um dos apartamentos, que está para alugar.

O prédio fica a cerca de 30 m de uma base da PM. Policiais disseram que, no momento do crime, estavam em outra base, em rua próxima.

Apesar disso, um morador ligou para o 190 e a patrulha prendeu o feirante Ivan Sinval Carvalho, 37 anos.

Segundo a polícia, ele era foragido da Justiça: foi condenado por homicídio e porte ilegal de arma. Seu advogado não foi localizado.

Fonte: Agora São Paulo

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Santa Efigênia: polícia prende homem com 200 pedras de crack na Cracolândia

Um homem foi preso, por volta das 14h40 deste domingo (15), na região da Cracolândia, guia de Santa Efigênia, no centro de São Paulo, com cerca de 200 pedras de crack, diversos celulares e uma câmera digital.

Segundo a Polícia Militar, o rapaz estava em frente a uma casa na rua Helvétia, na altura do número 136.

Policiais militares que faziam patrulhamento na região abordaram o suspeito que estava com uma mochila.

Dentro da mala foram encontrados os entorpecentes. O homem foi preso e encaminhado ao 77º Distrito Policial.

Fonte: R7

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

PM contabiliza mais de 5,3 mil abordagens na Cracolândia

Balanço divulgado pela Polícia Militar no fim da tarde deste domingo (15) revela que já foram realizadas 5.339 abordagens na região da Cracolândia (bairro Santa Efigênia) desde o dia 3 de janeiro, data do início da Operação Centro Legal.

De acordo com a corporação, 150 pessoas foram presas (107 por delitos diversos e 43 por estarem foragidas da Justiça) e 2,355 kg de crack foram apreendidos. Também houve a apreensão de 10,187 kg de cocaína e 17,195 kg de maconha – totalizando quase 30 kg de drogas.

Segundo a PM, 1.165 pessoas foram encaminhadas para abrigos e 101 toneladas de lixo foram recolhidas das ruas da região central de São Paulo.

Fonte: G1

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Entidades fazem protesto contra Operação Cracolândia na região da Santa Efigênia

Grupos, entidades e coletivos realizaram, na tarde deste sábado (14), a uma manifestação contra a Operação Cracolândia nas proximidades do bairro Santa Efigênia. O “Churrascão da Gente Diferenciada versão Cracolândia” começou por volta das 16h na rua Helvétia, local tradicionalmente ocupado por usuários de droga na região central de São Paulo e um dos principais alvos da operação policial.

O intuito da manifestação, segundo o coletivo Dar (Desentorpecendo a Razão), um dos responsáveis pela mobilização de hoje, é protestar contra o tratamento dado aos dependentes do crack, alvo da operação policial. “Higienismo, preconceito, segregação, violência, intolerância, tortura, abuso de autoridade e mesmo suspeitas de assassinato passaram a ser ainda mais constantes nos dias e principalmente nas madrugadas do bairro”, diz o grupo em página sobre o evento divulgado pelo coletivo no Facebook, por meio do qual cerca de 4.000 pessoas confirmaram presença.

O nome do evento faz alusão a uma manifestação realizada no ano passado em Higienópolis, em protesto a moradores do bairro que se declararam contrários à construção de uma estação de metrô na região, uma das mais valorizadas da capital paulista.

O coletivo diz que o “churrascão difereciado” é um tipo de evento que ficou marcado na cidade como forma de combater, de maneira bem humorada e crítica, o preconceito e o racismo dos políticos e das elites paulistanas. “Na cracolândia todo mundo é gente como a gente”, diz.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse que soube da manifestação por redes sociais e não tem mais iformações.

Fonte: R7

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Gabinete de Segurança faz intervenção em sete estabelecimentos na região da Santa Ifigênia

O Gabinete de Segurança iniciou nesta quinta-feira (12/1) uma intervenção em sete estabelecimentos no bairro Santa Ifigênia com o objetivo de coibir irregularidades no comércio de motocicletas e peças na região. As ações são coordenadas pelo Gabinete de Segurança e lideradas pelos agentes da Polícia Civil da Seccional Centro. Sete estabelecimentos estão sendo fiscalizados nos endereços: Rua Guaianases, números 453, 419,380 e 232; Rua dos Gusmões, 590 e 580 e Rua General Osório, 424.

Atuam na operação, direta ou indiretamente, Polícia Civil, Guarda Civil Metropolitana, as Secretarias Municipais de Segurança Urbana e de Coordenação das Subprefeituras-CCOI/Sub Sé, Receita Estadual, Polícia Militar e a Secretaria da Justiça/Procon.

A Guarda Civil Metropolitana está preserva os locais e controla os seus acessos, que estão restritos aos agentes da operação e aos comerciantes. A medida é para facilitar e agilizar o trabalho dos organismos e proporcionar maior segurança a todos.

O objetivo da operação é a verificação de documentos fiscais e pessoais de lojistas, administradores, funcionários e outros no local, com vistas a identificar irregularidades, sobretudo produtos de origem duvidosa e frutos de roubos, sonegação fiscal, funcionamento irregular e outros delitos penais, civis e administrativos.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Lojistas da Santa Efigênia estão perto de concluir compra de shopping na Vila Guilherme

Desativada há cinco anos, a área do Mart Center, na Vila Guilherme, Zona Norte de SP, deve voltar a ter um shopping em 2012. No lugar das roupas do antigo empreendimento, os prédios ganharão lojas de produtos eletrônicos e de informática, a maioria filial dos tradicionais comércios da região do guia Santa Ifigênia. A associação dos comerciantes do bairro central já tem cerca de 250 empresas pré-cadastradas para integrar o projeto de adquirir o imóvel, do grupo Nova Gasômetro, e deve fechar o negócio antes de 31 de janeiro, quando termina o prazo para opção de compra.

“Estamos finalizando a negociação da área de estacionamento, de eventos e de dois galpões grandes. Também temos alguns prédios com pré-reserva e devemos concluir até a metade de janeiro”, afirma Paulo Garcia, presidente da Associação dos Comerciantes do Bairro da Santa Ifigênia. Segundo ele, a ideia é juntar interesses para comprar a área e transformá-la num polo comercial e tecnológico. O  modelo de negócio não está definido. “Até o final do próximo ano, queremos estar a todo vapor.”

Conforme Paulo, 70% dos interessados são comerciantes da Santa Ifigênia, querendo abrir uma filial. “O projeto da Nova Luz nos deixou inseguros para investir no bairro. Esta é uma alternativa para que a gente tenha outro espaço funcionando se tivermos desapropriações”, comenta o presidente. A área será vendida por R$ 300 milhões e estão sendo negociadas linhas de financiamento com três bancos.

Megaestrutura/ Localizada na Rua Chico Pontes, ao lado do Parque do Trote, a área negociada tem 170 mil metros quadrados e abrigou por mais de dez anos o Mart Center, shopping atacadista de moda que recebia clientes de todo o país. “Tinha dia com mais de 30 ônibus aqui. Havia 35 táxis e não vencia”, recorda-se Vicente Lima, 59 anos, um dos três taxistas que restaram no local, torcendo para o novo shopping abrir logo. “Um espaço igual a esse é difícil de encontrar. É muito grande.”

O terreno tem mais de 70 mil metros de área construída, com dois galpões e 14 prédios, onde haverá lojas de equipamentos e serviços, além de praça de alimentação, onde um restaurante  continua atendendo trabalhadores da região.

“Como havia um shopping no local, já há toda infraestrutura para as lojas começarem a funcionar em 60 dias”, informa o presidente da associação.

O novo empreendimento terá conforto de shopping, mas manterá as características de loja de rua, funcionando como um  condomínio. O hotel erguido pouco antes de o Mart Center fechar, no mesmo quarteirão, não faz parte da negociação.

Fonte: Diário de S. Paulo

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Santa Efigênia: lojistas criam plano próprio para Cracolândia

Descontentes com a versão final do projeto Nova Luz, apresentada na quinta-feira pela Prefeitura de São Paulo, comerciantes e moradores dos bairros da Luz e de Santa Efigênia, no centro da capital paulista, estão preparando a própria proposta de revitalização para a área. O plano popular pretende começar por um ponto que não aparece na proposta urbanística do governo municipal: a recuperação de usuários de drogas.

Até o fim desta semana, ex-moradores da Cracolândia que passam por tratamento há pelo menos um ano devem começar a recolher papelão, óleo de cozinha e lixo eletrônico na região da Santa Ifigênia. O material será separado por eles em um galpão no bairro e, depois, vendido a empresas que fazem reciclagem, o que vai garantir a viabilidade econômica do programa.

A oportunidade de passar por tratamento e conseguir um emprego servirá para chamar a atenção dos dependentes, segundo o pastor Sílvio Pinheiro, de 44 anos, fundador da ONG Valentes de Davi, que trabalha com o tratamento de dependentes químicos na Cracolândia há cerca de um ano.

- É uma proposta irrecusável: se você chega para o sujeito e diz que ele vai se tratar e ainda sair empregado, a resistência será menor.”

A Secretaria Municipal de Saúde informou que “está aberta a receber apoio e sugestões da sociedade civil” em projetos como o de recuperação de dependentes de drogas na região da Luz – um problema que “aflige diversas regiões do País”, segundo a nota.

Em relação ao tratamento de dependentes químicos, a administração diz que desenvolve, há mais de dois anos, “a criação de uma rede estruturada e organizada de atendimento” que ofereça condições para tratar as especificidades de cada caso.

Nos últimos dois anos, ainda segundo a prefeitura, 4.000 pessoas que viviam nas ruas foram encaminhadas para atendimento médico em toda a cidade.

Fonte: R7

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

TJ paulista julga desapropriações na Santa Efigênia por empresa privada

Os desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) julgam nesta quarta-feira (3) ação judicial contra a Lei municipal 14.917/09, que delega a empresas privadas o poder de desapropriar imóveis, por meio de contrato de concessão urbanística. A ação é movida pelo Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico e Aparelhos Eletrodomésticos no estado de São Paulo (Sincoelétrico), em nome de lojistas e moradores da região da Santa Ifigênia.

A primeira concessão urbanística de São Paulo, aprovada pela Lei 14.918/09, está prevista para ocorrer no projeto de requalificação da Nova Luz. O projeto prevê intervenções urbanísticas, com desapropriações e demolições de até 60% de 45 quadras do bairro de Santa Efigênia/Luz, na área delimitada pela rua Mauá e pelas avenidas Ipiranga, São João, Duque de Caxias e Cásper Líbero.

O principal problema da concessão na capital paulista é a desapropriação de imóveis em plena utilização para exploração econômica privada, apontam especialistas ouvidos pela Rede Brasil Atual. Embora moradores e lojistas do bairro sejam a favor da requalificação, a prefeitura enfrenta oposição à implantação desse tipo de instrumento urbanístico em uma área de prédios tombados pelo patrimônio histórico e conhecida nacionalmente pelo comércio de produtos de informática. Dados da Câmara de Dirigentes Lojistas da Santa Ifigênia indicam que há 15 mil empresas e cerca de 12 mil moradores na região.

“A prefeitura, com o pretexto de reurbanizar a área – supondo que a região está deteriorada –, lança mão do concessionário urbanístico, que vai fazer as desapropriações necessárias para a reurbanização. Só que ele é um particular e vai desapropriar para ele mesmo construir um prédio no terreno”, afirma a arquiteta e urbanista Lucila Lacreta, diretora do Movimento Defenda São Paulo. “Essa história do particular desapropriar para lucrar em cima da propriedade é um crime. Porque isso acaba com o direito de propriedade.”

Fonte: Rede Brasil Atual

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Regiões de Santa Efigênia e Sé lideram em roubo

Santa Efigênia, no centro de São Paulo, é o bairro que registrou o maior número de roubos no primeiro semestre deste ano, de acordo com as estatísticas da Secretaria da Segurança Pública. Entre janeiro e junho, foram registrados 1.587 casos no 3.º DP (Santa Ifigênia). A região do 1.º DP (Sé) ficou em segundo lugar, com 1.313 ocorrências no mesmo período.

Já a Lapa, na zona oeste de São Paulo, liderou o número de roubos e furtos de veículos no primeiro semestre: até o fim de junho foram 1.074 casos, média de 6 por dia. De acordo com a polícia e especialistas, o número de roubos na Santa Ifigênia pode ser explicado pela concentração de dependentes químicos e traficantes na região da cracolândia, que fica na área do 3.º DP.

O comerciante Marco Aurélio Santos, de 49 anos, é parte dessa estatística. Ele inaugurou uma loja de equipamentos de informática na Rua Timbiras em 23 de dezembro. Depois disso, foi assaltado três vezes. “Levaram dois celulares, um notebook e um monitor LCD. Em uma das vezes, meu filho correu atrás do bandido, mas não vale a pena. O jeito é ter cuidado”, afirma o vendedor.

Iluminação. Para a Associação de Moradores de Santa Ifigênia e Luz, é preciso reforçar o policiamento no período da noite. “Durante o dia vemos a circulação da PM na região, mas à noite isso aqui fica abandonado”, diz a presidente da entidade, Paula Ribas. “Já vi ataques na Avenida Ipiranga e na São João. A criminalidade vai diminuir muito se melhorarem a iluminação em alguns pontos.”

A Câmara de Dirigentes Lojistas da Santa Ifigênia (CDL) afirma estar disposta a fazer parcerias com a polícia. “A gente pode doar câmeras para a polícia monitorar a região, principalmente à noite. Também estamos fazendo um projeto de revitalização para melhorar a iluminação do bairro”, diz o presidente, Joseph Hanna Fares Riachi.

Fonte: O Estado de S. Paulo

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Prédio degradado na Santa Efigênia é cenário de crimes

Vive só na memória dos moradores mais antigos o tempo em que o prédio na esquina da rua General Osório com a Santa Efigênia cintilava por fora, com seu revestimento em pó-de-mica, e tinha o hall de entrada forrado de mármore cor-de-rosa.

Hoje, a fachada remete a um cenário de guerra e rendeu ao condomínio Júlia Cristianini o apelido de edifício Sarajevo, em referência à cidade destruída por conflitos na antiga Iugoslávia.

Mas não é só por fora que um dos símbolos da degradação da área hoje conhecida como cracolândia lembra guerra. Moradores não se entendem, agressões físicas são comuns e uma briga em torno do dinheiro arrecadado pelo condomínio criou uma situação explosiva.

O marido da síndica e um amigo dela foram mortos dentro do prédio. Uma moradora relata ter sofrido tentativa de assassinato e diz suspeitar da síndica. O levantamento de ocorrências no 3º DP resume a situação ali.

De 2007 até o mês passado, foram registrados no endereço do prédio 2 homicídios, 1 morte suspeita, 18 lesões corporais, 1 tortura, 11 violências domésticas, 25 ameaças, 18 furtos, 3 roubos e 7 tráficos de entorpecentes.

Entre os outros 36 crimes, 15 relatos de injúrias (xingamentos), calúnia e difamação. Segundo a delegada Sandra Dantas, os números mostram situação de conflito no prédio. “Muita gente morando no mesmo espaço, acaba acontecendo isso.

Grades

O edifício tem mais de mil habitantes em 243 apartamentos. Os maiores, com 45 m2, são alugados por até R$ 800 e vendidos por cerca de R$ 90 mil. Como roubos e furtos são frequentes, muitos têm grades na porta.

Ivonderli Cardoso, 48 anos, colocou a proteção depois que notou tentativa de arrombamento. “Eu gosto de morar aqui, mas não temos segurança.” Para ela, “a estrutura é boa, mas falta tudo”. Diz ter medo dos fios elétricos e do único elevador que funciona. Funciona mal. A reportagem ficou presa ali.

Moradores reclamam que a síndica, Sandra Cristina da Conceição, não presta contas e que o prédio vai mal porque o dinheiro não é usado em reformas. Ela diz que há muitos inadimplentes.

Ela foi condenada, em uma ação penal na Justiça, a pagar multa e a prestar serviços comunitários por apropriação indébita do dinheiro do condomínio.

Fonte: Agora São Paulo


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